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terça-feira, 26 de abril de 2022

Perto da natureza: parques nacionais atraem 17 milhões de visitantes

 / Sheila Sacks /



O ecoturismo cresceu no país no ano passado superando o período de antes da pandemia que teve o seu pico, em 2019, quando 15,3 milhões de turistas visitaram unidades nacionais de conservação. Em 2021, esse número aumentou para 17 milhões. Os dados são do Ministério do Turismo.

O Parque Nacional da Tijuca, no Rio, foi a segunda área ambiental mais procurada, com 1,7 milhão de turistas, seguido pelo Parque Nacional de Jericoacoara (Ceará), com 1,6 milhão. Já a campeã de visitas foi a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, no litoral sul de Santa Catarina, que tem 130 km de costa marítima e abrange nove municípios. Os visitantes somaram 7 milhões, um recorde. O local leva esse nome porque a baleia franca, em sua rota migratória, passa pela região entre os meses de junho e novembro.



Entre os dez parques mais visitados contam ainda o Parque Nacional da Serra da Bocaina, entre as divisas de Rio e São Paulo; o Parque Nacional do Iguaçu, no extremo oeste do Paraná; a Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio; e a Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha, arquipélago a 350 km da costa nordeste do país.

Geoparques



A novidade em 2022 é que desde 21 de abril o Brasil passa a contar com três geoparques reconhecidos pela Unesco (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. São eles: Caminhos dos Cânions do Sul - que atravessa os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul; Seridó, no Rio Grande do Norte (ambos aceitos este ano); e Araripe, no Ceará, este último o primeiro parque geológico das Américas aprovado pela Unesco, em 2006.

Os geoparque são áreas de relevância geológica reconhecidos internacionalmente, testemunhas importantes da evolução do planeta Terra. Com essa visão, a Unesco criou, em 2004, a Global Geoparks Network (GGN), uma rede internacional que hoje reúne 177 geoparques de 46 países formando um patrimônio geológico único em matéria de beleza, história e administração sustentável.



No caso dos geoparques Caminhos dos Cânions do Sul e Seridó, a decisão foi anunciada em 13 de abril, em Paris, na 214ª sessão do Conselho Executivo do órgão, e oficializada dia 21. Para a Unesco, os geoparques são os “territórios do futuro” porque geram oportunidades de renda e melhorias  nas comunidades.

Características



O geoparque sulista se caracteriza pelo bioma da Mata Atlântica, um dos ecossistemas mais ricos do planeta em termos de biodiversidade. Também apresenta grandes paleotocas (cavidades subterrâneas) do período pré-colombiano quem eram utilizadas por mega-animas já extintos como a preguiça gigante. Tem rios, dunas, lagos, cachoeiras, praias, trilhas, pousadas e toda a infraestrutura para atender o ecoturismo. A gralha azul é um dos símbolos da região.

Mas, o que mais impressiona, de acordo com a Unesco, são os cânions, os maiores da América Latina, que se estendem por 200 quilômetros. As escarpas foram formadas por processos geomorfológicos únicos durante a dissolução do supercontinente Gondwana, há cerca de 180 milhões de anos. Pesquisas geológicas postulam que Gondwana ( referência a uma região na Índia) foi um supercontinente que existiu há mais de 2oo milhões de anos antes de se dividir no que hoje são os continentes ou subcontinentes da África, América do Sul, Antártida, Índia e Austrália.



O Geoparque de Seridó fica no semiárido nordestino, tem 2.800 km2 e é composto por um bioma exclusivamente brasileiro: a Caatinga. Abriga 21 geossítios de interesse geomorfológico, paleontológico e arqueológico de mais de 500 milhões de anos e possui uma das maiores reservas de scheelita da América do Sul, um mineral estratégico usado em equipamentos de raio-x, motores de foguetes, revestimentos de mísseis etc.

O de Araripe, que se estende por uma área de 3.789 km2, é uma região importante para o registro geológico do período Cretáceo (entre 150 e 90 milhões de anos), com geossítios preservados de fragmentos de troncos e fósseis petrificados de aproximadamente 145 milhões de anos. Como, por exemplo, restos de pterossauros (variedade de réptil voador), dinossauros, tartarugas, peixes e vegetais.



O Brasil é o segundo país das Américas, depois do Canadá, a ter o maior número de geoparques internacionais. A China lidera o ranking global da Unesco, com 41 geoparques, seguida pela Espanha, com 15.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Covid-19 projeta um futuro de incertezas

  / Sheila Sacks /



Reportagem da agência britânica Reuters publicada em 7/2/2022 alerta para a situação mundial em relação à Covid-19. Sob o título Afrouxar restrições em regiões de Covid-Zero pode causar 2 milhões de mortes por ano ( em tradução livre do inglês), o correspondente em Xangai,  David Stanway, revela estudo produzido por cientistas chineses que aconselham o país a manter as restrições em relação à mobilidade das pessoas no sentido de conter o número de mortes pelos vírus.

Segundo os pesquisadores, especialistas em saúde pública, é necessário continuar com controles rígidos nos deslocamentos e aglomerações para impedir a propagação da variante Ômicron, mais infecciosa, concomitante ao empenho de desenvolver vacinas melhores para a prevenção de infecções.

Vacinas mais eficazes

A pesquisa reforça o entendimento de que a abolição de medidas isolacionistas poderia gerar milhões de mortes. A tese se baseia em estudos, gráficos e dados colhidos no Chile e na Grã-Bretanha quanto à eficácia inicial das vacinas usadas nos dois países: a CoronaVac, no Chile, e a Pfizer e Oxford/AstraZeneca, na Grã-Bretanha.

No início de fevereiro, em meio a recordes diários de mais de 30 mil casos diários, o Chile iniciou a quarta dose da vacina contra a Covid-19 para pessoas com mais de 55 anos. Cerca de 73% da população já está vacinada com as três doses. Em meados de 2020, o país conviveu por cinco meses com um plano rígido de isolamento social que fez despencar os casos do vírus, mas a partir da flexibilização viu o número de casos explodir.

O estudo dos cientistas chineses foi publicado no Boletim semanal do Centro de Controle e Prevenção de doenças da China (CCDC), uma estatal que cuida da gestão da saúde pública no país. Segundo a conclusão dos pesquisadores, a eficácia inicial das vacinas contra mortes provocadas pela Covid-19 foi de 86%; de 68% contra a doença sintomática e de apenas 30% em relação à infecção.

Assim, ainda que a taxa global de vacinação possa alcançar 95%, regiões como a China, que seguem o programa Covid-Zero, teriam mais de 234 milhões de infecções em um ano, incluindo 64 milhões de casos sintomáticos e 2 milhões de mortes. Isso se a mobilidade das populações fosse restaurada a níveis de 2019, antes da pandemia.

O estudo aponta que para reduzir a incidência da Covid-19 aos níveis de gripe, a eficácia das vacinas contra a infecção precisa ser aumentada de 30%  para 40%. Contra a doença sintomática a percentagem da eficácia subiria para o patamar de 90%. Os chineses afirmam que a chave para o controle da Covid-19 está no desenvolvimento de vacinas mais eficazes na prevenção das infecções.

O epidemiologista-chefe do CCDC, Wu Zunyou, advoga medidas abrangentes para controlar o coronavírus. “Antes pensávamos que a Covid-19 podia ser basicamente contida por meio de vacinas, mas agora parece que não há um método simples de controle”, avalia. A China é a única grande economia do planeta que prossegue na estratégia da Covid-Zero, monitorando com rigor os casos da doença, isolando cidades e populações. Na Nova Zelândia, apesar de alguns protestos, o governo também segue impondo medidas restritivas, e a Austrália Ocidental permanece fechada para a maioria dos não residentes.

Tragédia da Ômicron

Um dia depois da reportagem da Reuters, a Organização  Mundial de Saúde  (OMS) lamentou publicamente o meio milhão de mortes provocada pela variante Ômicron, desde que foi detectada,  no final de novembro de 2021, há quase três meses. Cento e trinta milhões de pessoas já foram infectadas e segundo a epidemiologista da OMS, Maria Van Kerkhove,  o número pode ser bem maior. “Ainda estamos no meio dessa pandemia e muitos países não alcançaram o pico da Ômicron”, disse.

Em sua atualização semanal, a OMS informou que  a Europa deteve 58% dos novos casos confirmados,  na primeira semana de fevereiro, e 35% das mortes registradas. O continente americano representou 23% dos novos casos e 44% das mortes.

“Em tempos de uma vacina eficaz, meio milhão de pessoas morrendo é mais do que trágico”, desabafou  Abdi Mahamud, gerente de incidentes da OMS. “Enquanto todos diziam que a Ômicron é mais leve, não percebiam que meio milhão de pessoas morria desde que a variante foi descoberta.”

Novas variantes



Para piorar a situação, a descoberta da variante Ômicron em cervos de cauda branca, no condado de Staten Island, em Nova York, desperta mais uma preocupação nos cientistas. A hipótese de que os animais (30 milhões nos Estados Unidos) possam ser hospedeiros dessa cepa de vírus aumenta a probabilidade de o vírus evoluir para novas variantes.

O microbiologista veterinário Suresh Kuchipudi, da Universidade Estadual da Pensilvânia, explica que quando há circulação do vírus em animais sempre aumenta a possibilidade de o vírus sofrer uma mutação completa e escapar da atual proteção vacinal. “Então teríamos de mudar a vacina novamente”, afirma.

Análises de amostras de sangue e nasais em 131 cervos revelaram que quase 15% tinham anticorpos contra o vírus. A descoberta sugere que os animais tiveram infecções anteriores por coronavírus e eram vulneráveis a repetidas reinfecções com novas variantes.

Convivendo com a pandemia

Em recente entrevista publicada no site da organização holandesa Cordaid, de ajuda humanitária global,  o vice-presidente da Coalizão para Inovações e Prevenção de Epidemias (CEPI, na sigla em inglês), Frederik Kristensen, faz um alerta: “É 100% certo que as pandemias farão parte do nosso futuro. As incertezas são: quando, com que frequência e com que gravidade.”

Ele avalia que devido ao aumento da densidade populacional, às mudanças ambientais e a nossa crescente capacidade de viajar pelo mundo, as pandemias voltarão a acontecer, e, portanto, é preciso desenvolver novas vacinas. A prioridade deve ser desenvolver uma vacina Covid-19 à prova de variantes e preparar vacinas contra duas dezenas de doenças com potencial epidêmico. 

Apesar de mais de dois anos de combate à Covid-19, Kristensen é cético em relação ao enfrentamento de possíveis novas epidemias: “O mundo está extremamente despreparado para enfrentar qualquer tipo de doença com potencial epidêmico”, declara.

Aqui no Brasil, 1.295 mortes em um único dia marcaram sinistramente a data de 9 de fevereiro de 2022. Foi o maior número de óbitos causado pela Covid-19, desde 29 de julho do ano passado, quando foram registradas 1.354 mortes. 

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Surtos e recuos (atualização em 7/3)

No início de março, a Organização Mundial de Saúde informou que na última semana de fevereiro foram relatados 10 milhões de novos casos e mais de 60 mil mortes provocadas pelo coronovírus. Apesar de uma redução de 8% na média de casos no continente das Américas, houve um aumento de 22% na região do Pacífico Ocidental (Austrália, entre outros, que reabriu as fronteiras) e de 4% na região do Mediterrâneo Oriental que engloba a Grécia e o Egito.  Na cidade de Hong Kong, depois de dois anos de controle rígido da pandemia (somente 12 mil casos registrados), a região vive um surto avassalador de Covid-19, com 200 mil casos nos últimos dois meses.

Com a flexibilização das medidas restritivas em vários países, inclusive no Brasil, o estudo de novas vacinas e medicamentos, e a suplementação das doses de reforços, é preciso acompanhar o comportamento viral da variante Ômicron ou das novas variantes que possam surgir. O virologista Jesse Bloom, especialista em evolução de vírus do Centro de Pesquisas Fred Hutch, em Seattle (Washington), falou à revista Nature, há poucos dias, sobre os dois cenários prováveis no futuro acerca da doença.

No primeiro, a Ômicron continuaria a evoluir, criando algum tipo de variante como Ômicron-plus, pior que as sub-linhagens BA.1 ( que responde para a maioria dos casos) e BA.2, dominante em países como Índia, Filipinas e Dinamarca. A segunda possibilidade seria o aparecimento de uma nova variante, como aconteceu com a Delta, Alpha e a Ômicron.

O fato é que a medida que entramos no terceiro ano da pandemia, oscilando entre surtos e recuos, muitos especialistas preferem a cautela e uma abordagem menos incisiva diante do explícito cansaço emocional das sociedades em relação à doença e a notória aspiração coletiva de um retorno gradual ao velho normal de antes da hecatombe de 2019.

 


 

 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Holocausto, antissemitismo e inveja

 / Sheila Sacks / 



Há poucos dias, em 22 de janeiro, manchete do jornal Jerusalem Post anunciava que 2021 foi o ano mais antissemita da última década – “2021 was the most antisemitic year in the last decade”. Uma notícia dada às vésperas do Dia Internacional do Holocausto, celebrado anualmente em 27 de janeiro, e que reforça, ainda mais, o compromisso de todo o cidadão de bem de enfrentar e combater essa terrível chaga que ainda conspurca nossas sociedades.

Com base no relatório anual publicado pela Organização Sionista Mundial (World Zionist Organization) e a Agência Judaica(Jewish Agency), o jornal israelense destaca que os principais incidentes foram pichações, vandalismo, profanações e principalmente propaganda antissemita.

Em maio, de acordo com o jornal, foi o mês onde ocorreram muitas situações de tensão, com eventos de aglomerações e incitamento contra os judeus do tipo Nakba Day, Jerusalém Day e Al-Quds Day. Também houve um acirramento na escalada de violência provocado pela disputa judicial envolvendo palestinos em Sheikh Jarrah, além dos inúmeros tumultos judaico-árabes nas cidades mistas de Israel.

A Operação Guardiões dos Muros (Operation Guardian of the Walls) que combateu terroristas do Hamas e a Jihad palestina, em Gaza, igualmente causou reações antissemitas ao redor do mundo. Iniciada em 10 de maio, destruiu 100 quilômetros de túneis subterrâneos lotados de munição.  De Gaza, os terroristas lançaram mais de 4 mil foguetes contra cidades israelenses e civis, sendo que 90% deles foram interceptados pela sistema de defesa aérea do país.

Foi observado que a cada manifestação de grupos contrários a Israel e eventos de confronto entre israelenses e palestinos, houve um aumento expressivo de incidentes antissemitas em vários locais do planeta.

Pandemia e Holocausto

Em relação à pandemia de Covid 19, que se estendeu por todo ano de 2021, um fenômeno preocupante foi observado no relatório: manifestações em várias cidades da Europa comparando a vacinação obrigatória às políticas da Alemanha nazista durante o Holocausto. Nesses protestos muitas pessoas ostentaram estrelas amarelas para destacar a suposta comparação.

De acordo com o relatório, o uso desses símbolos cria um enfoque inquietante já sentido em várias ocasiões. A chamada “banalização do Holocausto”, ou a banalização do mal, cujo objetivo principal é apequenar as dimensões trágicas e a singularidade daquele que foi o maior e o mais horrendo massacre humano do século. Portador de uma importância histórica sem precedentes na cultura moderna.

A Europa continua sendo o continente onde ocorre grande parte dos eventos antissemitas, seguido pelos Estados Unidos, com 30% dos incidentes. Houve aumento significativo de antissemitismo no Canadá e na Austrália. Em Nova York duplicou os casos, totalizando 503 incidentes em 2021, assim como em Los Angeles, que viu subir em 59% a incidência desse tipo de preconceito.

Alemanha, com 1.850 incidentes, Reino Unido (1.308), França (583, um aumento de 75% em relação a 2020) e Áustria foram os países com mais casos de antissemitismo, inclusive envolvendo agressões físicas. 

O poder maligno da inveja



Coincidentemente, no início de janeiro, o site do rabino Sir Jonathan Sacks (1948-2020) republicou uma prédica intitulada “A estrutura de uma boa sociedade” - The Structure of the Good Society.

No texto, o rabino, nascido em Londres e agraciado com o título de Lord pela rainha Elizabeth II, analisa os comandos dos “Dez Mandamentos” outorgados a Moisés no Monte Sinai. Ele explica que a Torá os chama de  asseret ha-devarim , isto é, “dez enunciados”. Daí a tradução grega, Decálogo, que significa “dez palavras”.

Em sua explanação, os comandos estariam estruturados em três grupos de três, com um décimo separado dos demais. No terceiro grupo de três comandos – contra o adultério, o roubo e o falso testemunho – são estabelecidas as instituições básicas que sustentam a sociedade. Mas, o tópico que merece maior reflexão é sua abordagem sobre a proibição autônoma que envolve a inveja: “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, e seu servo, e sua serva, e seu boi, e seu asno, e tudo que seja teu próximo.”

Para o rabino Sacks, o maior desafio de qualquer sociedade é conter o fenômeno universal e inevitável da inveja, o desejo de ter o que pertence a outra pessoa. E ele lembra: “ Foi a inveja que levou Caim a assassinar Abel, fez Abraão e Isaac temerem por suas vidas porque eram casados com belas mulheres, levou os irmãos de José a odiá-lo e vendê-lo como escravo. É a inveja que leva ao adultério, ao roubo e ao falso testemunho.”

E prossegue: “Cada um de nós tem sua própria tarefa e suas próprias bênçãos, e cada um de nós é amado e estimado por Deus. Viva por essas verdades e haverá ordem. Abandone-os e haverá caos. Nada é mais inútil e destrutivo do que deixar a felicidade de outra pessoa diminuir a sua, que é o que a inveja faz. O antídoto para a inveja é, como bem disse Ben Zoma,  - regozijar-se com o que temos (Mishná Avot 4:1 ) - e não se preocupar com o que ainda não temos. As sociedades de consumo são construídas sobre a criação e intensificação da inveja, razão pela qual levam as pessoas a ter mais e desfrutar menos.”

Ao finalizar o texto, o rabino Sacks oferece aos leitores uma orientação espiritual descomplicada e ao alcance de todos. Diz ele: Trinta e três séculos depois de terem sido dados pela primeira vez, os Dez Mandamentos continuam sendo o guia mais simples e curto para a criação e manutenção de uma boa sociedade. Muitas alternativas foram tentadas, e a maioria terminou em lágrimas. O sábio aforismo permanece verdadeiro: quando tudo mais falhar, leia as instruções, conclui.

Nada mais adequado para a celebração deste 27 de janeiro de 2022, data que marca a libertação do campo da morte Auschwitz-Birkenau, há exatos 77 anos. Que as Dez Instruções iluminem as sociedades, os governos e todos aqueles que têm a responsabilidade pública de zelar pelos valores morais e manter as instituições livres e justas no respeito e defesa da liberdade de cada um.

Holocausto, Nunca Mais !