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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Memorial do Holocausto no Rio terá árvores da Mata Atlântica e bosque de Oliveiras

 Sheila Sacks /

Monumento está localizado no Mirante do morro do Pasmado, em frente à enseada de Botafogo e do Pão de Açúcar /



Inaugurado em uma manhã chuvosa de domingo, 13 de dezembro de 2020, terceiro dia das Festas das Luzes (Chanuchá) do ano judaico de 5781, o Memorial às Vítimas do Holocausto no Rio de Janeiro, no Parque Yitzhak Rabin, é o mais novo símbolo de tolerância e integração na cidade mais famosa e emblemática do país.  

Instalado em um ponto nobre da Zona Sul do Rio, com vista para a enseada de Botafogo e o Pão de Açúcar,  pontos turísticos dos mais visitados da América do Sul, o memorial ganhou uma produção paisagística que mescla árvores nativas da Mata Atlântica e espécies características da região do Oriente Médio. Espera-se que em pouco mais de dois anos o projeto ambiental se destaque na paisagem.

O monumento com 20 metros de altura, em forma de obelisco, representa os 10 mandamentos tendo na base a inscrição “Não Matarás”. Também será construída uma edificação de 1,6 mil metros quadrados que funcionará como uma galeria circular de memória do Holocausto e espaço para exposições temporárias, exibição de filmes, palestras e atividades educacionais.



O museu ficará no subsolo com uma exposição permanente sobre a vida judaica antes, durante e depois do Holocausto: como as pessoas viviam, a ascensão do  nazismo, as perseguições e mortes, as formas de resistência e as dificuldades posteriores para aqueles que perderam tudo.

Com investimentos privados em torno de R$ 15 milhões, o memorial do Rio, pela localização privilegiada, será um dos mais visitados do mundo. Um projeto que conta com o apoio da prefeitura da cidade e a perseverança das lideranças judaicas locais.  A previsão é que o complexo seja aberto em setembro com acesso gratuito para alunos e professores da rede pública.

Meio ambiente integra o projeto

Serão plantadas 7 mil novas mudas em torno de toda a área do memorial. Ano passado foi concluída a retirada de todo o lixo e da vegetação  que crescia desordenada pelas encostas.



De acordo  com matéria publicada no site oficial da Prefeitura do Rio (24.09.2020), “ a requalificação do parque prevê a criação de dois novos bosques; a construção de uma trilha rústica de 400 metros circundando o Memorial do Holocausto; o plantio de 600 mudas de espécies da Mata Atlântica, no bosque do setor sul ao longo da trilha; criação de três corredores visuais com visão panorâmica da enseada de Botafogo e do Pão de Açúcar nas faces norte e leste; e o plantio de 6 mil mudas na face norte e leste.”



O texto prossegue, detalhando as espécies a serem plantadas e sua localização: “Os dois novos bosques – o de Israel e das Oliveiras – vão receber 120 mudas de espécies representativas do Oriente Médio, como oliveiras, cedro-do-líbano, tamareiras e figueiras. Além disso, o projeto do novo parque prevê também ornamentação florística em alguns pontos. Como no entorno do Memorial, haverá uma moldura florística com o plantio de lantanas, espécies muito resistentes a longas exposições ao sol. E em torno do obelisco do Memorial, 20 mudas de ipê branco para compor a ornamentação.“



Também são destacados o plantio de mudas nativas da flora carioca e espécies frutíferas: “Os corredores visuais não terão plantio de espécies arbóreas, como no antigo Mirante do Pasmado, justamente para não fechar a paisagem dos usuários da trilha. Em seu lugar, serão plantadas espécies de porte baixo como bromélias, bouganvilles e alamandas, espécies nativas cariocas. Nas margens da trilha serão plantadas espécies frutíferas nativas com o objetivo de proporcionar aos visitantes uma experiência gustativa e visual. Na face sul do parque serão plantadas 200 mudas de orquídeas e bromélias cariocas além de helicônias e mudas de espécies frutíferas.”